42 semanas
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#14 - PARINDO DEPOIS DE CESARIANAS, SIM É POSSÍVEL: VBAC1 por Melina Caldani
55 minutes Posted Sep 3, 2020 at 11:48 pm.
) Trauma pós-parto e riscos para depressão e ansiedade pós-traumático (DPP e APP), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)
) Por que a OMS recomenda 10-15% de cesáreas?
) VBACs na histórica, como a política modificou o acesso a VBACs nos Estados Unidos.
) Práticas médicas sobre o tempo entre nascimentos para um VBAC
) Participação especial da Alice
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Você que nos acompanha desde o primeiro episódio, percebeu que falamos sobre diversos assuntos relacionados ao parto e pós-parto. Já falamos de perda gestacional, parto de bebê prematuro, parto a termo, parto pós-termo, indução, violência obstétrica, parto domiciliar, amamentação e depressão pós-parto e mais um monte de coisa.
"Beleza Jéssica e Adrine, vocês adoram falar de parto, mas e a cesárea?"
Pois é, chegou a hora de falar sobre ela. Esperamos para entrar nesse tema porque essa história de parto normal x cesárea é muito complexa. Mas agora teremos uma temporada inteira para explorar o mundo das evidências científicas e dos sentimentos e sensações que estão por trás das cesarianas.
Mulheres reais, contando histórias reais. Hoje inauguramos a quarta temporada do podcast e o tema é: VBAC - Vaginal Birth after Cesarean Section ou Parto normal depois de cesariana
Melina compartilhou com muita sensibilidade a sua experiência com a primeira cesariana, o que ela sentiu, o que ela aprendeu e como buscou uma vivência diferente na segunda gestação.
"Ali naquela hora que eu cheguei no centro cirúrgico e eu ouvi uma frase que me marcou muito 'olha eu não quero ter que amarrar você, suas mãos, se você prometer para mim que vai conseguir se controlar e não se mexer, ai você pode ficar com as mãos soltas para receber o seu filho'. Parece que naquela hora eu senti a solidão, o frio do lugar, a situação que eu tava, a falta de controle sobre meu corpo, eu me senti inerte, vulnerável, veio um combo de coisas exatamente no momento dele nascer, e ali eu entendi que eu não queria aquilo, na verdade eu poderia ter tido mais preparo. (...) É o luto do não parto, é o luto por não ter vivido esse nascimento da forma que eu imaginei que pudesse ter vivido. Com o nascimento dele eu já comecei a preparar o nascimento do filho ou da filha que eu viesse a ter. (...) Eu precisei de 2 anos e 9 meses, para entender que eu queria um parto vaginal, que meu corpo era capaz, que eu conseguiria bancar isso, que eu merecia viver aquilo e que eu iria viver essa experiência" @melinacaldani
REFERÊNCIAS:
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Zambaldi,, Cantilino & Sougey
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0047-20852009000400006
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https://www.who.int/reproductivehealth/publications/maternal_perinatal_health/c-model/en/
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https://evidencebasedbirth.com/ebb-113-the-evidence-on-vbac/
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@draquesiavillamil como entusiasta do VBAC no Brasil.
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