Show notes
Essa semana a enfermeira obstetra e doutoranda Tamires nos contou detalhes de uma depressão na gravidez e seu parto domiciliar com transferência no terceiro estágio (o nascimento da placenta)..A Tami morava com duas doulas e respirava obstetrícia, mesmo assim gestar não foi fácil.“Para mim o meu parto foi a certeza de que a união de mulheres faz qualquer coisa”.Ela teve dificuldade de achar uma assistência psicológica de qualidade que individualizasse seu cuidado e navegou por profissionais até ser diagnosticada com depressão..Falamos muito de depressão pós-parto (DPP) nesse mundo da humanização que acomete 10% das gestantes, mas esquecemos que depressão na gravidez acontece em 19 a 25% das pessoas em países em desenvolvimento. A culpa não é sua!.A Tiê teve um desaceleramento cardíaco no parto (monitorização fetal é importantíssimo tanto no hospital quanto em casa). E por isso elas estavam transferindo para o hospital, até que… você vai ter que ouvir esse para descobrir :)..“Quando a gente pensa que o hospital é um lugar mais seguro, a gente pode trazer essa palavra o ‘controle’, que é o que os profissionais tentam trazer dentro do hospital, eles tentam controlar as variáveis do parto e acaba que esse controle descontrola o fisiológico e impede ela de parir, então, na real não é a mulher que é imperfeita, o corpo que é imperfeito, é o tentar controlar que gera esse processo de menos mulheres conseguindo acessar o parto”..Você decidiu o local do seu parto? Se não, quem decidiu por você? Você que se prepara para o parto, já colocou no papel os pros e contras das suas opções? O que te incomoda em cada uma dessas opções?.Referências:(O'Keane and Marsh., 2007https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1867919/



