AGRONEGÓCIO: BRASIL ESTÁ CONDENADO AO SEU DOMÍNIO?
O 20 MINUTOS desta quinta-feira (08/06) recebe o economista e pesquisador Marcio Pochmann para uma entrevista com o jornalista Breno Altman.
O crescimento do PIB no primeiro trimestre veio bem acima do esperado: cravou em 1,9% se comparado com o último trimestre de 2022, já feito o ajuste sazonal. As previsões mais otimistas esperavam um avanço de apenas 1,3%.
O governo celebrou o resultado e divulgou aos quatro ventos: no primeiro trimestre de 2023, o Brasil teve o quarto maior crescimento mundial.
Mas nem tudo são flores. Quase 90% desse salto se deve à agropecuária, embora o setor represente, da porteira para dentro das fazendas, apenas 8% da economia brasileira. No entanto, o segmento cresceu, nesse primeiro trimestre de 2023, impressionantes 21,6%.
A indústria, que atualmente não passa de 10% da produção nacional, caiu 0,1%. Serviços, consumo das famílias e consumo do governo ficaram, respectivamente, com resultados positivos modestos: 0,6%, 0,2% e 0,3%.
A formação brutal de capital fixo, que indica a evolução dos investimentos públicos e privados, teve uma queda de 3,4%.
Para além da disputa política, estudiosos se debruçam sobre esses e outros números para entender as tendências da economia, em um cenário no qual persiste a tendência de desindustrialização do Brasil, com serviços, agropecuário e indústria extrativista funcionando como os principais motores da economia.
Para debatermos essa situação, nosso entrevistado será Marcio Pochmann. Um dos principais economistas do país, historicamente vinculado ao Partido dos Trabalhadores, graduou-se pela UFRGS, (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), com mestrado e doutorado pela Unicamp, onde é atualmente professor titular. Foi presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nos governos Lula e Dilma, entre 2007 e 2012, e presidente da Fundação Perseu Abramo de 2012 a 2020.
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