MARLY VIANNA: O GOLPE MILITAR DE 1964 - Programa 20 Minutos
Há 59 anos, no dia 31 de março de 1964, as Forças Armadas derrubavam o presidente constitucional do Brasil, João Goulart, e estabeleciam uma ditadura militar que iria perdurar até 1985.
Durantes esses 21 anos, marcados pelo terror de Estado, mais de 500 brasileiros e brasileiras, lutadores da resistência, foram assassinados. Milhares foram presos e torturados. Outros tantos foram obrigados a viver no exílio e na clandestinidade.
O regime político estabelecido pelos generais, em comunhão com os grandes grupos empresariais e os Estados imperialistas, conduziu o país a um desenvolvimento capitalista cada vez mais concentrador de riqueza e renda, determinando o futuro de gerações.
Quando a tirania dos quarteis se exaure, a partir da crise econômica e das lutas sociais, impõe-se um modelo de transição por cima no qual a alta oficialidade escaparia impune por seus crimes e seria preservada a histórica tutela militar sobre o Estado brasileiro.
No bojo dessa transição inconclusa, conservadora, na prática controlada pelos velhos donos do dinheiro e do poder, avanços econômicos, sociais e democráticos foram possíveis, e acabaram inscritos na Constituição de 1988.
Mas as raízes do golpe militar jamais foram efetivamente cortadas. Preservadas, voltaram a crescer e deram vida a um novo fenômeno de extrema-direita, encarnado pelo bolsonarismo.
Para conversar sobre esses temas, nossa convidada é a historiadora Marly Vianna. Graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é mestra em Economia Agrária e doutora em História Social. Professora aposentada da Universidade Federal de São Carlos, é autora de diversos artigos e obras relevantes sobre a história brasileira, como “Revolucionários de 1935”, livro publicado pela editora Expressão Popular. Além de professora e historiadora, Marly Vianna também se destacou como militante da esquerda brasileira, filiada ao Partido Comunista Brasileira e integrando seu comitê central nos anos 70.
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