Na avaliação da cientista política Tathiana Chicarino, o bolsonarismo segue mobilizando não a coletividade brasileira, mas um tipo de indivíduo desagregado e atomizado que se identifica com uma figura simbólica que vem perdendo hegemonia na sociedade, do homem branco, de classe média ou alta, com formação superior. Em conversa com o jornalista Breno Altman no programa 20 MINUTOS ENTREVISTA desta quinta-feira (14/07), Chicarino afirmou que a diminuição de poder desse sujeito antes hegemônico está por trás da reação conservadora às transformações culturais positivas e à ampliação de direitos ocorridas no Brasil nos últimos anos. A cacofonia e a fragmentação das redes sociais e dos grupos de WhatsApp colaboram para que o discurso de ódio baseado na eliminação do outro adquira contornos coletivos.
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